A consciência do que temos só vem quando algo nos é tirado, quando privados de sensações conhecidas que transforma a escassez em vontade incontrolável.
Inseridos na sociedade nativa vivemos num emaranhado social, controlado por expectativas de comportamento, que dita oque tem que ser provado em cada etapa da vida. O gosto de não ter o controle só pode ser testado quando não se tem oque se perder. Quando sem a responsabilidade de manter e sim sobreviver.
Passamos muito tempo da vida tentando provar e maximizar cada etapa da vida, sem realmente viver de acordo com as necessidades. Hoje, temos o maior período de abundância já vivida na história da humanidade. Todo mundo consome, todo mundo têm. E todo mundo se torna complexo na prisão de ter que ter mais e controlar mais. E se tentar entender the Big Picture, nota-se uma autonomia limitada por tal complexidade. A abundância torna tudo muito superficial e trivial, não tem mais a sensação de querer com vigor.
Quando não temos mais status de filho, de graduado, de classe média e passamos por uma estrutural e básica viagem pela essência, sem ter que provar identidade, classe social, diferenciar se por cor, raça e bens materiais é que experimentamos ao menos um pouco do que a liberdade e caem as ilusões de que ter muito é ter felicidade.