segunda-feira, maio 17, 2010

AQUI se preocupa muito com oque veste e não como veste.




A falta de criatividade em acessórios e a escassez de cores padroniza a moda em apenas algumas marcas que são super hiper inflacionadas.
Aqui o mercado não tem brecha para as roupas baratas e descartáveis, a lógica predominante funciona na mão oposta e anti-mercadologica: caro e duradouro.

Apesar da alegria estampada no rosto e no jeito carismático, que é intrínseco no povo brasileiro o conservadorismo aflora através da moda, da indústria e da arquitetura.

Os carros são todos pretos e pratas, 75% dos brasileiros compram essas cores.
No mercado como um todo, a visão que se tem é de que de todas as outras cores são enjoativas, tanto que a desvalorização dessas cores chega a 15%. Afinal:
"Você pode comprar o carro na cor que quiser, desde que seja preto", dizia Henry Ford.

Os prédios são cinza. Estrutura futuristas como de Ruy Ohtake, conhecido como"Prédio Roxo" (com desdenho) no alto de pinheiros não vinagam por estar além do seu tempo, causam incomodo e não combinam com a paisagem cinza ainda vivida.

No Brasil a ousadia está apenas no comportamento e não na forma de expressão.
O brasileiro se preocupa muito com oque veste e não como veste.

Links
http://veja.abril.com.br/230806/p_088.html

http://vejasp.abril.com.br/revista/misterios-da-cidade/predio-que-abriga-instituto-tomie-ohtake-deveria-ter-um-teatro


terça-feira, maio 11, 2010

Complexidade Social



A consciência do que temos só vem quando algo nos é tirado, quando privados de sensações conhecidas que transforma a escassez em vontade incontrolável.

Inseridos na sociedade nativa vivemos num emaranhado social, controlado por expectativas de comportamento, que dita oque tem que ser provado em cada etapa da vida. O gosto de não ter o controle só pode ser testado quando não se tem oque se perder. Quando sem a responsabilidade de manter e sim sobreviver.
Passamos muito tempo da vida tentando provar e maximizar cada etapa da vida, sem realmente viver de acordo com as necessidades. Hoje, temos o maior período de abundância já vivida na história da humanidade. Todo mundo consome, todo mundo têm. E todo mundo se torna complexo na prisão de ter que ter mais e controlar mais. E se tentar entender the Big Picture, nota-se uma autonomia limitada por tal complexidade. A abundância torna tudo muito superficial e trivial, não tem mais a sensação de querer com vigor.

Quando não temos mais status de filho, de graduado, de classe média e passamos por uma estrutural e básica viagem pela essência, sem ter que provar identidade, classe social, diferenciar se por cor, raça e bens materiais é que experimentamos ao menos um pouco do que a liberdade e caem as ilusões de que ter muito é ter felicidade.

segunda-feira, maio 10, 2010

...


Thailand Classic boat


FullMoon Party Fire Arc


Tsunami Advise






Dei me uma mulher que gosta de cerveja e eu conquistarei o mundo. Essa é uma frase de um copo que tenho em casa.
Após o retorno da volta ao mundo vc tira da bagagem uma reflexão, uma balanço geral de tudo que pensou, tudo que fez e realizou. Eu percebi que trouxe na bagagem uma confiança muito grande, inabalável.

A vida é uma divertida brincadeira e eu sempre quero jogar. E ganhar ganhar ganhar..
A visão acaba muito deturpada quando encontra frente a frente a antiga realidade social, a estrutura e cultura que continua a mesma face a realidade externa que tem uma dinâmica muito acelerada. Essa diferença é crucial ao se questionar se as mesma ações teriam efeito aqui.

A impressão que se da é que a mesma brincadeira fácil de lá fora não funciona e nem é tão divertida aqui dentro.

Passada algumas semanas o gigante fluxo de informações adquiridas começa a ser refinado dando a certeza do que se quer...

quinta-feira, maio 06, 2010

Pródigo X Prodígio



Restaurante em Kuala Lumpur MAlaysia

Pródigo é a pessoa que se revela por um gasto imoderado capaz de comprometer seu patrimônio. É considerada uma doença mental.

O pródigo pode ser interditado judicialmente. Quando este for interditado será nomeado um curador para que administre o patrimônio.

Prodígio – s.m. [...] 3. pessoa que apresenta alguma habilidade ou talento fora do comum; portento. adj.s.m. 4. que ou o que possui excepcional inteligência ou talento para sua idade (diz-se de criança).

Palavras tão próximas mas de significados opostos. Retorno para casa, como um filho pródigo ou prodígio?

A ansiedade toma conta, daqueles que querem tudo e querem é agora. A curva espaço/tempo se torna cada vez mais ascendente aguda.

O imediatismo traz angústia, sentimento de incapacidade, de ter menos capacidade e estrutura que a enxurrada de informações que queremos absorver.

Os prodígios são os arqui-rivais dos pródigos, e os pródigos são resultado deformados, "issues" de uma sociedade que não consegue proporcionar a dinâmica correta. O sentimento de tédio, independente da quantidade de tarefas, rotinas, projetos, pessoas que se tem contato, vem em escala acumulativa nos desafios sempre envolvidos com morosidade, má vontade, burocracia, e sistemas "burros".

Os prodígios fazem fila, mas a infraestrutura do mundo está com a capacidade instalada no máximo. O mundo é muito grande? Pelo contrário, está muito pequeno enxergando onde pode chegar.

quinta-feira, abril 01, 2010

The one Man Show

Aquele que conduz ao estrelato por si só.

A person who does or manages just about everything, as in This department is a one-man show the chairman runs it all, or John conducts the interviews, writes the articles, solicits ads, deals with the printer he's a one-man band. This idiom alludes to the actor or artist responsible for the entire performance or exhibit, or the musician who plays every instrument in the group.

"Ele é o cara", "Se vira nos 30", "Faz acontecer".

Essa pessoa está fadada ao fracasso em todos seus empreendimentos pessoais e profissionais.

A escolha de chegar a tal nível de excelência passa por um alto nível de dedicação para cobrir toda as áreas de conhecimentos gerais e específicos. Poucas são as pessoas que atingem esse nível no curto tempo de vida.

E isso leva o indivíduo ao topo da pirâmide dentre todos os demais, tornando o diferenciado e isolado dos demais.

O lúdico também altera sua percepção, fazendo o se achar muito e tornar a pessoa voltada para si desconsiderando os outros ao redor, confiando em suas próprias crenças, não se envolvendo em outros raciocínios e assim caindo no estatus de ser ele mesmo. Dessa forma sendo facilmente superado por alguém ou um grupo de pessoas que trocam e geram conhecimentos entre si.

Os processos de trainee são exemplos de bom e mau processo. São jovens promissores com excelente skills que chegam como promessas e acabam por não serem efetivados. Devido a soberba e arrogância de acharem que são demais. Não conseguem desenvolver um trabalho em grupo e acabam desperdiçando grande parte do talento iludibriados com seus super egos.

http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/5017/trainee-quando-a-arrogancia-supera-o-potencial.html

"Ele não precisa de ninguém"

quarta-feira, março 24, 2010

Os pernilongos não viajam

Koh Samui mkt, Thailandia


Quando voltei para o Brasil, há 2 meses, estavamos em pleno verão, como sempre, calor e muito sol, além de malditos pernilongos, sempre eles.

Todos em casa reclamavam deles dando rasantes perto da orelha, tirando sangue como um vampiro, fazendo um barulho horrível. No entando, estranhamente, percebi que não me queriam.

Eu deixava a porta aberta o dia todo e dormia com a janela também aberta e mesmo assim minhas pernas amanheciam intactas.

Um vez li um artigo que dizia que os pernilongos são atraídos pela respiração das pessoas. Dessa forma logo concluí que pela nossa respiração se exala o cheiro do alimento que comemos e isso atraí os pernilongos.

Bingo!

Como minha alimentação no Brasil é diferente da alimentação em Sydney e em Londres, os pernilongos ficaram perdidos sem saber que eu estava ali.

Os pernilongos não tem o hábito de viajar, experimentar o novo, desbravar novos territórios, acabam nascendo, vivendo e morrendo no mesmo perímetro. Sem conhecer outros pernilongos de culturas diferentes. Eles passam a vida isolados num mesmo grupo de pernilongos como eles, sem se dar conta da pluridade de gostos que estão perdendo ou de cheiros que nunca vão conhecer. E quando tem uma carne nova no pedaço acaba resultando nisso, falta de percepção para notar algo diferente. Acabam com a mente fechada somente acreditando no que é a verdade absoluta para eles.

Hoje, depois de muito arroz, feijão, tempero brasileiro, bife e batata frita, estou adaptado novamente. E esses malditos pernilongos não deixam mais minha perna em paz.

quinta-feira, março 18, 2010

Do not Fuck with us


Ha muito tempo assisti Clube da Luta. Está dentro do meu TOP Five de filmes favoritos.

Muito complexo. Sociologicamente é muito profundo, expondo os issues da forma como o capitalismo se espalhou gerando distorções entre as classes sociais. A superficialidade da sociedade de plástico baseada em bens materiais - adquirir, ter, possuir.

E individualmente é muito perturbador, demonstrando duas faces de um indivíduo gerado por essa sociedade. E ao mesmo tempo mostra um estágio mais avançado de um mesmo indivíduo como um possível resultado corrompido gerado por essa mesma sociedade. É, esse trecho ficou confuso mesmo para não revelar facilmente o desfecho do filme.

Porém o importante mesmo é o conteúdo do filme. A mensagem que passa é uma explosão anárquica do status quo da sociedade, com a classe mais baixa se revelando.

Essa parte do filme sempre passou batido pra mim, pois nunca havia tido contato com empregos manuais.

Empregos como, garçom, pintor, lavador de pratos, taxista são como um choque de realidade. Traz um verdadeiro sentido de: "para que realmente serve o trabalho". Para sobrevivência , status, girar a economia, se sentir vivo ou te posicionar na sociedade?

Trabalhos manuais são uma passagem da vida que traz um grande aprendizado, o de valorizar o custo de se ganhar dinheiro de se viver no limite. Que ao meu ver parece ser oque se perde quando tudo se torna muito mais fácil, pois até mesmo o dinheiro perde o valor real, se tornando apenas mais um pertence para comprar mais pertences obsoletos.